Bolsonaro volta a dizer que morrer é normal no dia em que óbito é recorde.

Bolsonaro volta a dizer que morrer é normal no dia em que óbito é recorde

29/06/2020? POR Rafaella Faria

Bolsonaro volta a dizer que morrer é normal no dia em que óbito é recorde
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Bolsonaro não consegue apenas lamentar os óbitos por covid-19.

O instinto de sobrevivência do presidente brota de suas entranhas e irrompe pela boca, impedindo-o de fazer um comentário em que simplesmente transmita empatia.

"A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo."

Foi assim que ele respondeu a um convite de um de seus apoiadores para enviar uma mensagem de conforto aos familiares das vítimas do coronavírus, nesta terça (2), na porta do Palácio da Alvorada.

O número de mortes registradas em 24 horas pela doença bateu novo recorde hoje: 1.262. Até agora, foram 31.199 óbitos oficiais - considerando que o número é apenas uma amostra da realidade devido à subnotificação

Focado em si mesmo, ele trata a tragédia como se fosse algo natural - menosprezo que é fruto de uma narrativa que buscar terceirizar sua responsabilidade. Por que se elas acontecem de qualquer forma, como ele prega, nada que o mandatário faça pode interferir no curso natural da doença, correto? Não é a primeira vez que ele faz um "lamento condicionado", com um porém. O que prova não ser descuido, mas método. [ x ] "Vão morrer alguns [idosos e pessoas mais vulneráveis] pelo vírus? Sim, vão morrer. Se tiver um com deficiência, pegou no contrapé, eu lamento", disse ao apresentador Ratinho, no SBT, no dia 20 de março. "Infelizmente algumas mortes terão. Paciência, acontece!

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